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Sabor e Saúde

Alimentação saudável: pais educam seus filhos comerem bem sem grandes traumas

por Kelly Stein, redação Vamos Cozinhar


De acordo com a chef Lorena Selvaggio, a mentira não ajuda. “Lembre-se que seus filhos não poderão aprender a saborear aquilo que eles não sabem que estão comendo”, explica.

“Mamãe, compra brócolis?” Quem nunca fantasiou com o fim do drama na hora das refeições? A realidade é que a grande maioria das famílias encararam um problema em comum: brigas quando o assunto é alimentação infantil saudável. Como resolver sem mentir ou mascarar alguns itens importantes na refeição diária dos pequeninos?

Baby chef

De acordo com a chef Lorena Selvaggio, isso é possível, funciona e ainda pode ser divertido. “Quanto mais cedo encararmos a tarefa de educar nossos filhos a gostar de comida saudável com disposição, alegria e sempre dando o exemplo, nossos filhos vão adquirir hábitos mais saudáveis na base de sua formação”, conta.

A criança começa despertar interesse pela cozinha quando atinge aproximadamente três anos. Muito cuidado é necessário para evitar acidentes, por isso, a supervisão de um adulto é essencial para que esta experiência seja produtiva e positiva.

Algumas mães utilizam o artifício do velho truque de cozinhar espinafre junto com o feijão para mascarar o sabor do espinafre ou truques para oferecer frutas sempre acompanhadas de leite condensado. Estes meios podem trazer resultados, mas não são tão produtivos. “Lembre-se que seus filhos não poderão aprender a saborear aquilo que eles não sabem que estão comendo”, explica Selvaggio.

A chef Lorena Selvaggio dá dicas importantes para tornar a relação entre alimentos saudáveis e as crianças possível.

Muito melhor que forçar seu filho a comer algum alimento saudável é ensiná-lo de diversas formas a gostar de comer o que é saudável. Utilize uma horta ou o plantio de ervas e hortaliças como ferramenta neste processo. “Se as crianças se sentem felizes e importantes ao participar dos preparos de alimentos na cozinha junto com os adultos, imaginem o que significa aprender a plantar aquilo que comem!”, conta. Obviamente que isso não funciona no meio urbano. Se você mora em apartamento, coloque uma jardineira na varanda com ervas de temperos ou ao menos um vasinho com algum tipo de erva para despertar a curiosidade da criança.

Aproveite todas as oportunidades para inserir a criança em uma rotina que sempre faça referencias à alimentação saudável. A chef Lorena aconselha aos pais urbanos sempre levarem seus filhos às feiras e às seções de hortifruti dos supermercados. “Incentive as crianças escolherem legumes e que recebam aquele pedaço de fruta suculento que o feirante está oferecendo. Enriqueça a cultura gastronômica desta criança”, completa Selvaggio.

Nunca force a criança comer o que não quer. Não crie brigas, mas também nunca desista e não proíba as sobremesas e doces. “Sou a favor de guloseimas, mas tudo tem sua hora e dia certo”, completa.
A dica mais importante é sempre tornar a refeição e seu preparo em algo divertido. Crie um vocabulário que atraia a atenção da criança. Utilize expressões como moedas de cenoura para fatias do legume ou arvorezinhas verdes ao falar dos brócolis.

A recomendação é manter a freqüência destas atividades. Ajeite sua agenda e faça algo a cada quinze dias para investir na educação alimentar de suas crianças.


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